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Já sabemos que os comprometimentos do TEA trazem impacto não só para as crianças e adolescentes diagnosticados, mas também para seu grupo familiar e as demais pessoas que com elas convivem. Neste texto trataremos das dificuldades observadas pelos familiares de pessoas com TEA na infância.

A infância de uma criança com TEA geralmente é o momento da descoberta do transtorno. Os familiares podem perceber atrasos na fala, comportamentos que não são comuns a outras crianças da mesma idade, entre outras peculiaridades. Com o diagnóstico, os pais têm a possibilidade de compreender melhor o que está acontecendo com seu filho. Entretanto, aceitar o diagnóstico e lidar com o preconceito relacionado a ele não é tarefa fácil. A família precisa se adaptar a uma nova realidade, que muitas vezes envolve ter que coordenar o tratamento multidisciplinar da criança, aprender a lidar com as particularidades do transtorno no dia a dia, e podem ficar limitados em relação às atividades sociais realizadas pela família.

Outro grande problema está relacionado às dificuldades de comunicação. Sabemos que a aquisição da linguagem é uma conquista para qualquer criança, já que permite que os outros a entendam e atendam suas necessidades. No caso das crianças com TEA, a fala pode estar prejudicada ou até mesmo ausente, o que dificulta a compreensão de suas necessidades. Porém, sabemos que os pais e cuidadores muitas vezes compreendem as vontades da criança mesmo que ela não utilize comunicação verbal.

Pensando nisso, aqui vão algumas dicas para lidar com os desafios relacionados às dificuldades do TEA na infância:

  • Procure informações sobre o transtorno. Tire dúvidas com a equipe de tratamento da criança. Isto o ajudará a compreender melhor os comportamentos de seu filho.
  • Planeje uma rotina que leve em consideração o bem estar de todos os membros da família. O descanso e o lazer são essenciais para uma boa interação entre os membros da família.
  • Reserve um tempo para brincar com seu filho. A interação de qualidade entre pais e crianças com TEA é muito importante para a criação de vínculo.
  • Incentive seu filho a comunicar-se. Faça um esforço para ajudar a criança a se comunicar. Dependendo da fase de desenvolvimento em que a criança se encontra, ela pode fazer isto de maneira verbal ou não-verbal. Nos dois casos, ela se sentirá mais segura se alguém demonstrar que está atento ao que ela está tentando comunicar. Vejamos um exemplo:

Leonardo é uma criança com TEA que ainda não fala. Antes de começar as intervenções, Leonardo ia até a cozinha e ficava esperando. As outras pessoas tinham que “adivinhar” o que ele queria. Após o início das intervenções, Leonardo aprendeu que, quando quer beber água, ele pode ir até a cozinha e apontar para o filtro (comunicação não-verbal). Neste momento, a mãe de Leonardo diz “Ah, entendi! Você quer água? Vou pegar para você.”

Lembre-se que as intervenções feitas na infância irão repercutir em toda a vida de seu filho!!!

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